quinta-feira, 29 de abril de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
Ciclone causa tragédia na Índia
Imagens mostravam árvores derrubadas no meio de bairros sociais e telhados precários que foram levados pelo vento. O ciclone demoliu quase 50 mil casas improvisadas em Bengala Ocidental e mais de mil em Bihar, afirmaram funcionários. As vilas mais atingidas em Bengala Ocidental são Hematabad, Raiganj e Kiran Dighi. Nesse estado, a polícia e as equipas de resgate recolheram 38 corpos.
O ciclone movia-se com uma velocidade superior a 160km/h. A parede de uma prisão caiu no distrito de Araria, em Bihar, forçando as autoridades a transferir mais de 600 detidos, disse Kumar.
A maior parte das vítimas morreu devido a desabamentos. O estado de Bengala Ocidental, com mais de 80 milhões de habitantes, é o quarto mais populoso de toda a Índia.
O governo de Bihar, uma das regiões mais pobres do país, reclamou do facto de não ter havido qualquer alerta sobre o ciclone, o que impediu os moradores de deixar os locais de risco.
Em Maio do ano passado, uma tempestade semelhante, deixou 155 mortos em Bengala e em Bangladesh.
Pão levedado (Naan)

Grau de dificuldade: médio
Tempo de preparação: 1h30 (+ 1h para repousar)
Número de doses: 9 pães
Calorias: 260kcal por pão
Ingredientes:
1,5dl de leite
½ de cubo de fermento de padeiro (com 15 gr)
2 colheres de chá de açúcar
500 gr de farinha de trigo (tipo 405)
Mais farinha para polvilhar a bancada de trabalho
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de fermento em pó
2 colheres de sopa de óleo
Mais óleo para a bancada de trabalho
150 gr de iogurte
1 ovo
Modo de preparação:
Amorne o leite num tacho. Coloque o leite numa tigela, esmigalhe o fermento de padeiro e junte-o ao leite. Adicione 1 colher de chá de açúcar, misture tudo muito bem e deixe repousar, até que o fermento se solte por si.
Peneire a farinha para dentro de uma tigela grande, adicione o sal e o fermento em pó e misture tudo. Aos poucos vá deitando uma colher de chá de açúcar, o leite com o fermento de padeiro, o óleo vegetal e misture tudo até obter uma massa. Amasse vigorosamente essa massa. Faça uma bola, tape e deixe repousar durante cerca de 1 hora num lugar quente, como por exemplo sobre o aquecimento.
Aqueça previamente o forno a 225º. Unte um tabuleiro e deixe-o aquecer dentro do forno. Amasse bem a massa outra vez e corte-a em 9 bocados, dando-lhes o formato de bolas. Estenda as primeiras 2 a 3 bolas em forma triangular de naan sobre uma superfície enfarinhada (com cerca de 5 a 8 milímetros de espessura, 25 centímetros de comprimento e 13 de largura).
Coloque os naan sobre o tabuleiro quente e leve imediatamente ao forno (centro) durante 6 a 8 minutos, até alourarem. Vire os pães cozidos sobre um guardanapo de pano limpo (ou sobre um lenço de pano). Prepare os restantes pães do mesmo modo. De preferência, sirva os pães quentes.
Sobremesa de amêndoa e arroz (Firni)

Grau de dificuldade: fácil
Tempo de preparação: 45 minutos (+1h para arrefecer)
Número de doses: 6 pessoas
Calorias: 260kcal por pessoa
Ingredientes:
3 colheres de sopa de amêndoas descascadas
200 gr de natas
100 gr de açúcar
2 ½ colheres de sopa (pouco cheias) de farinha de arroz
2 dl de leite
2 colheres de sopa de água de rosas
1 colher de sopa de amêndoas picadas
1 colher de sopa de pistácios picados
Modo de preparação:
Leve ao lume um tacho com 1,25 dl de água e deixe ferver. Junte amêndoas descascadas, retire o tacho do lume e ponha de lado. Deixe tapado a repousar durante, pelo menos, 15 minutos.
Leve ao lume um tacho pesado com as natas e o açúcar e deixe ferver em lume médio, mexendo sempre. Em seguida, baixe um pouco o lume.
Coloque as amêndoas e a água numa misturadora e reduza tudo a um fino puré, de forma a obter uma espécie de leite espesso de amêndoas.
Adicione a farinha de arroz ao leite de amêndoas, misture bem e deixe repousar.
Misture o preparado de farinha de arroz e amêndoas com leite frio e depois adicione á mistura de natas e açúcar. Em seguida, bata firmemente com um batedor de claras, para que a massa não fique encaroçada. Deixe ferver tudo durante cerca de 1 minuto. Baixe o lume e deixe a massa engrossar um pouco em lume brando. Adicione a água de rosas e misture tudo muito bem.
Para servir, divida o preparado em taças individuais. Deixe arrefecer durante cerca de 1 hora. Antes de servir, guarneça com amêndoas e pistácios picados.
Entrevista à Prof. Susana Carvalho Sousa
A professora Susana está neste momento a dar aulas numa universidade em Delhi e tem-me ajudado na elaboração deste projecto enviando, por exemplo, algumas das fotografias presentes na "Exposição da Semana da Cor".
Quando e como é que tomou a decisão de ir para a Índia?
Em 2008 prestei as provas de admissão do Ministério dos Negócios Estrangeiros e depois fui escolhida pelo Instituto Camões para ser Leitora de Língua e Cultura Portuguesas na Universidade de Delhi. A escolha da Índia foi muito rápida, recebi um telefonema e aceitei a proposta porque me pareceu um desafio incrível.
Há quanto tempo está nesse país?
Estou a viver em Delhi há quase um ano.
Foi difícil encarar uma ideologia e uns princípios de vida tão distintos dos ocidentais? Nomeadamente o modo de vestir, as rotinas diárias, etc.
A adaptação depende das pessoas, a algumas custa imenso, a outras nem tanto. No meu caso, como já conhecia bem a Ásia, não foi um grande problema. Claro que a Índia é diferente de tudo, mas ainda assim foi uma passagem suave!
O ocidente sabe muito pouco sobre a realidade indiana, criou-se uma imagem demasiado exótica e distorcida da cultura e do povo. Também é verdade que os indianos conhecem mal a cultura ocidental, de modo que há que ser paciente e ter abertura suficiente para compreender os outros, formas diferentes de estar e viver, religião, mentalidade, papéis sociais, hábitos e costumes…
Pelo que já conheço, posso assegurar que é um país lindíssimo, com muita diversidade cultural, onde coexiste o moderno e o tradicional, onde tudo funciona em extremos, muito bem ou muito mal, riquíssimo ou miserável, justo ou injusto…
Resumindo, gosto mesmo muito de cá estar e tenho aprendido imenso com esta forma tão diferente de pensar o mundo.
Ah, e as roupas são tão giras!
O que é que considera ser o maior problema da comunidade indiana?
O maior problema do povo indiano é, segundo os próprios, o excesso populacional. Cada vez é mais difícil controlar as condições de vida dos mais desfavorecidos, aumentam as desigualdades, a pobreza e o número de pessoas que nada têm.
Em segundo lugar, a sociedade ainda é organizada num sistema hierárquico de castas. Têm sido tomadas muitas medidas positivas para mudar a mentalidade das pessoas, mas infelizmente é um processo muito lento. Saber que há pessoas que nem são consideradas cidadãs, que não têm quaisquer direitos, que nascem e morrem sem ninguém dar conta, este é, para mim, o mais difícil de diferir na Índia.
O que mais a fascina nesta cultura?
Muito sinceramente, tudo me fascina… Para mim, é o mundo ao contrário, nada é o que se espera nem o que parece.
Encanta-me a forma descontraída com que encaram os problemas, a paciência para a burocracia, a capacidade de trabalho, o sorriso fácil.
A música, os festivais tradicionais, as multidões, as cores, o calor, o ruído, tudo faz parte da cultura vibrante e «estranha» da Índia.
Sendo a gastronomia tão diferente da portuguesa conseguiu adaptar-se aos novos sabores?
A gastronomia é muito boa e variada. Grande parte dos indianos pratica vegetarianismo rigoroso, mas também há pratos de peixe, frango ou cabrito. Vaca e porco é que não!
Ora, quase todos os pratos são mesmo muito condimentados e extremamente picantes… Experimentem um Dhal Makhni (guisado de lentilhas), Palak Paneer (espinafres com queijo fresco indiano), Chicken Korma (à base de molho branco), Chanaa Masala (grão com tempero picante), Malae Kofta (queijo fresco recheado com legumes e frutos secos em molho de natas), Biryani (arroz com especiarias e legumes) e claro, Naan e Chapati (tipos de pão achatado).
terça-feira, 13 de abril de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
APROVEITA É GRÁTIS!




